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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resenha Premiada: Garota, Interrompida

Título: Garota, Interrompida
Autora: Susanna Kaysen
ISBN: 978-85-7312-862-8
Páginas: 192

Editora: Única
Lançamento: Junho, 2013

Sinopse:
 
Não saber o que quer ser não é uma opção.
 
Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas.
 
Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade, Garota, interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante.”

  Susanna conta, nesse livro, como foi a experiência de ter passado 2 anos no hospital psiquiátrico McLean.
  Ela foi internada por ser depressiva, por ter tentado cometer suicídio, por ter uma vida desestruturada e por ser promíscua.

  “MOTIVO DA INDICAÇÃO: Recomendação de 3 anos no McLean.
Profundamente deprimida, tendências suicidas vida em processo de desestruturação, promíscua, pode se matar ou engravidar.” Pág. 16


 
Além disso, ela não queria fazer faculdade, isso a fazia diferente de todos os adolescentes de sua época. Ela adorava ler e escrever, mas, quando se tratava da escola, ela não se esforçava o bastante.
  Ela também teve muitos relacionamentos, entre eles com seu professor de Inglês, o que só piorava sua situação.

  “Fui a primeira pessoa na história da escola a não entrar para a universidade. É claro que pelo menos um terço dos meus colegas de turma não terminou a faculdade. Em 1968, os estudantes viviam largando os estudos.” Pág. 174

  “Eu não tinha uma autoimagem instável. Eu me via, e muito corretamente, como incapacitada para o sistema educacional e social.
  Meus pais e professores, contudo, não compartilhavam essa minha autoimagem. A imagem que eles tinha de mim era instável, pois não coincidia com a realidade e se baseava nas necessidades e nos desejos deles. Não davam muito valor às minhas capacidades, que eram poucas – convenhamos –, mas verdadeiras. Eu lia de tudo, escrevia sem parar e tinha pencas de namorados.

  Susanna é uma pessoa bem lúcida e também muito inteligente, o que nos faz pensar se havia mesmo a necessidade de uma internação. E nos faz refletir o que nos diferencia daquelas pessoas que estão internadas em hospitais psiquiátricos.

  “As pessoas me perguntam: como você foi parar lá? O que querem saber, na verdade, é se existe alguma possibilidade de também acabarem lá. Não sei responder à verdadeira pergunta. Só que posso dizer: é fácil.” Pág. 11

    “No entanto, devo admitir que sabia que não estava louca.” Pág. 52

  Em meio a todas essas reflexões conhecemos também algumas amigas de Susanna: Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Todas com seus próprios problemas, e todas tendo de encarar aquela realidade à seu modo. Elas são realmente Garotas Interrompidas.

  “Dessa vez, li o título da pintura: Garota interrompida em sua música.
  Interrompida em sua música: tal qual acontecera com a minha vida, interrompida durante a música dos 17 anos, tal qual a vida dela, roubada e presa a uma tela; um momento congelado no tempo mais importante que todos os outros momentos, quaisquer que fossem ou que viessem a ser. Quem pode se recuperar disso?” Pág. 187

   Garota, Interrompida é um livro diferente. Ele encanta. A narrativa da autora é ótima, parece que ela está conversando com que lê (pelo menos eu senti isso!).
 
E a capa é linda, a editora Única acertou em cheio. Rosa, com o nome destacado e com algumas frases do livro em relevo. A diagramação também está ótima.

 

  E para comemorar a parceria com a Editora, vamos fazer uma promoção do livro!

                            

 


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