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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Resenha: Invisível ao Toque

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Título: Invisível ao Toque
Autora: Nat Bespaloff
ISBN: 978-85-915104-0-5
Páginas: 248
Lançamento: 2013

Sinopse:
 
“
Atormentada pelas lembranças de uma relação amorosa que acabou mal, Svek, uma jovem de 20 anos e apaixonada por esportes radicais, foge de relacionamentos sérios e abomina tudo o que diz respeito a sentimentos. Enquanto isso, tem sonhos recorrentes e bastante vívidos com uma garota chamada Victória, em cuja pele se vê transportada a cenários de séculos passados, em situações de extremo perigo.
  Nesse momento de confusão, Svek conhece o enigmático Zac, que consegue despertar nela pensamentos até então inexistentes. Ela acaba descobrindo o amor na figura de uma pessoa estranhamente familiar. Um sentimento transformado em uma maldição que resistiu aos séculos, em que a despedida e a renúncia representam o maior gesto de compaixão e coragem. Invisível ao Toque é uma história intensa, romântica, emocionante e, ao mesmo tempo, divertida, graças à habilidade com que a autora consegue imprimir o seu estilo bem-humorado em diálogos e pensamentos.”

   Após um fim de relacionamento desastroso, Svek desistiu de tentar se apaixonar. Ela não conseguia se interessar por nenhum homem, por mais que ele fizesse tudo por ela.
  Mas enquanto estava caminhando pela cachoeira, ela se depara com o Zac, um estranho e atraente cara que lhe faz perguntas umas mais estranhas ainda.
  Svek também tem alguns sonhos, que se passam durante a idade média onde ela se chama Victória.
  Qual é a ligação de tudo isso? Você tem que ler para descobrir.

  O livro é bem interessante.
Svek tem sérios problemas, ela está sempre se culpando pela morte do ex-namorado e segue a vida praticamente no automático. E sente por não conseguir encontrar alguém que ela consiga amar.
  Ela trabalha em um escritório, embora não se sinta realmente bem ao trabalhar lá, o que ela gosta mesmo de fazer é desenhar e fazer esculturas.

  Já Zac é um personagem bem estranho, ficamos tentando entender o que ele é durante uma boa parte da estória. Ele não deixa Svek tocá-lo de nenhuma maneira e também não quer que as pessoas os vejam conversando. Mas ele também desperta o interesse de Svek, com sua estranheza toda e seu jeito engraçado de ser.

  “Sentei na cama, em sobressalto.
  -Zac? –questionei, ao mesmo tempo em que esfregava os olhos com as mãos.
  O coração teve um surto, o frio gelou-me a barriga. Talvez fosse apenas um delírio. Talvez não; com certeza. Mais uma vez abri os olhos, porém agora não havia mais ninguém diante de mim. Por qual motivo eu delirava com o rapaz estranho da cachoeira? Seria o coração se comunicando comigo?” Pág.61

  Em Invisível ao Toque vemos os altos e baixos de um relacionamento bem diferente. O livro nos faz sorrir e ficar tristes de acordo com os acontecimentos.
  A capa do livro é muito linda e a diagramação está boa.
  O livro é recomendado para quem adora um romance sobrenatural bem leve, que te faz dar suspiros de vez em quando.
  A Nat escreve bem e espero ter a oportunidade de ler mais livros dela futuramente!

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resenha: Finale

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Título: Finale
Autora: Becca Fitzpatrick
ISBN: 978-85-8057-292-7
Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Lançamento: Janeiro, 2013

Sinopse:
  “Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara — o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch.
  Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, seus respectivos grupos. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado.
  Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram.”
Atenção! Este post contém spoilers dos livros Sussurro, Crescendo e Silêncio!

  Nora agora é a líder do exército nefilim na luta contra os anjos caídos. Não por sua escolha, mas porque foi obrigada a isso. Tudo por culpa de um juramento que teve que fazer ao Mão Negra.

  “-Isso não é uma piada Nora. O Cheshvan começa em pouco mais de 72 horas, o que significa guerra. Anjos caídos de um lado, nós do outro. Tudo depende de você. Você é a nova líder o exército nefilim. O juramento de sangue que fez a Hank está valendo, e acho que não preciso lembrá-la de que se quebrá-lo as consequências são muito, muito reais.” Pág. 17


  Como uma nefilim transformada ela não tem a mesma força, agilidade e nem sequer a mesma altura que os outros nefilins, tornando as coisas um pouco mais difíceis para ela.
 
Os nefilins não confiam nela, primeiro por ter namorado um anjo caído e segundo por não ser uma nefilim de nascença. Isso faz com que eles pensem que ela não tem força o bastante para liderar a guerra contra os anjos. O problema é que se Nora desistir ou for substituída na liderança do grupo tanto ela quanto sua mãe morrem.

  “-Dá para ver que eles estão muito felizes em ter a mim como nova líder.
  -Eles estão em choque.
  -Estão chocados porque o Mão Negra deixou o futuro deles nas minhas mãos. Viu a cara deles? Achei que iam começar a chorar. Ou isso, ou jogar tomates em mim.” Pág. 13


  Então ela passa a fazer um treinamento diário com Dante, o primeiro-tenente do exército do Mão Negra.
  As coisas não estão fáceis para o romance de Patch e Nora, eles têm que fingir que estão separados para que os nefilins, ganhassem um pouco mais de confiança em Nora ou, pelo menos, não desconfiassem tanto.

  "Patch me abraçou, envolvendo-me com certa ferocidade possessiva.
  -Sei que não vai gostar disso, mas talvez devêssemos pensar em encenar uma briga em público para mandar uma mensagem clara de que nosso namoro acabou. Se esses caras estiverem falando a sério sobre procurar segredos, não podemos controlar o que eles vão achar. Isso está parecendo uma caça às bruxas e pode ser melhor se fizermos a primeira jogada.” Pág. 44/45


  Nora se vê no meio de uma grande decisão: ajudar os nefilins na guerra, impedindo que seus corpos sejam possuídos durante o Cheshvan ou tentar impedir que a guerra aconteça, deixando assim com que os anjos continuem a usar os nefilins.
  Além disso Nora ainda tem que lidar com um arcanjo que fica perseguindo-a apenas para assim poder chegar até Patch, com Marcie que decidiu ir morar com ela e com anjos caídos que ficam querendo possuir seu corpo.

Adorei o final da série Hush, Hush. Ele foi completamente cheio de tensões, onde Nora estava em constante observação e tentava lidar com toda essa situação.
  Realmente foi uma surpresa o que aconteceu no final da série.
  Tive algumas dores no coração por causa de certos acontecimentos que eu não posso contar para não dar spoiler.
  Só posso dizer que se ainda não leu essa série, você deve começá-la o quanto antes, pois está perdendo uma grande estória.

Sobre a autora:Becca
  Becca Fitzpatrick cresceu lendo romances de espionagem à luz de uma lanterna, embaixo dos cobertores. Em certo momento, começou a sonhar em ser uma espiã sexy e perigosa. Com formação na área de saúde, logo abandonou tudo para se dedicar a escrever – atividade que pode ser tão sexy e perigosa quanto sua imaginação permitir. Se ela não estiver entre livros, provavelmente estará praticando corrida, garimpando sapatos nas prateleiras de liquidação ou assistindo a série de investigação na TV. Becca mora no Colorado, Estados Unidos. Seus dois primeiros romances, Sussurro e Crescendo,figuraram na lista de mais vendidos do The New York Times e nas principais listas brasileiras.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Resenha: Pluvia – Entre Segredos & Esperança

Pluvia

Título: Pluvia – Entre Segredos & Esperança
Autora: Erica Azevedo
ISBN: 978-85-7679-999-3
Páginas: 280
Editora: Novo Século
Lançamento: 2013

Sinopse:
  “Ana cresceu empenhada em suas histórias fantásticas, mas nunca teve oportunidade de se aventurar por elas. Abandonou-as ainda na adolescência, enxergando que a realidade é dura demais para tais voos inocentes. Mas, em meio a uma viagem a um vilarejo desconhecido no sul do Brasil, ela tem a oportunidade de enveredar por um mundo totalmente novo, quando, em meio à chuva do fim de tarde, observa as gotas se transformarem em pessoas iguais a ela. Sentindo o fogo que a preenchia na infância se reacender com a curiosidade, Ana vai atrás deles e se depara com um pedido de ajuda e a descoberta de um novo mundo: Pluvia. Mas o que essas pessoas realmente escondem? E qual o segredo por trás dos profundos olhos azuis do estranho senhor da mercearia? E o que de tão terrível está assustando os pluvianos a ponto de fazê-los pedirem ajuda a uma menina indefesa? Essas respostas serão encontradas e muitas outras perguntas surgiram no decorrer da leitura de Pluvia.”

  Ana é uma garota comum que sempre quis viver uma aventura, mas nunca teve uma oportunidade. Ela vive com os pais em São Paulo e passa a maior parte do tempo sozinha, porque os eles vivem trabalhando.
  Como ela estava de férias Sofia, sua melhor amiga, a chamou para passar um tempo com ela no Guarujá. O único problema é que os pais de Ana não confiam mais na filha por causa de uma coisa que aconteceu um ano antes. E isso fez com que perdessem toda a confiança que tinham nela. Como suspeitava, sua mãe não permitiu que fizesse a viagem.
  Mas o que ela não podia esperar é que ela ainda faria uma viagem, não para onde esperava, mas sim para o chalé de seu tio Jonas.
  O tio Jonas é um homem de meia-idade que adorava viajar para lugares exóticos. Quando Ana ainda era nova, lhe deu uma bracelete e a fez prometer que sempre o usaria quando eles se encontrassem para ela provar que estava cuidando bem dele.
  O chalé do tio, fica em Santa Catarina em um povoado chamado Baamen, onde só tem o chalé e um armazém.
  Um dia, enquanto observava a chuva pela janela de seu quarto, que viu gotas de chuva se transformarem em pessoas e, curiosa com relação a elas, resolveu segui-las até o curioso armazém.

  “E foi então, em meio àquela pequena demonstração da força da natureza, que ela vislumbrou, pela janela embaçada pela chuva, uma pequena transformação de fantasia em realidade.” Pág. 30

  Chegando ao armazém ela descobriu que essas pessoas já esperavam que ela as seguisse e, que elas eram de um lugar chamado Pluvia, um mundo que fica através da chuva. Eles precisavam da ajuda dela e fariam qualquer coisa para obter a ajuda dela.

  “A menina sentia-se tola por tê-los seguido. No que estava pensando? Ela não podia, de uma hora para outra, se tornar salvadora para um tipo de civilização desconhecida. O simples pensamento a fez rir em desespero.” Pág. 39


  Sem saída, Ana aceita ajudar eles. Mesmo sem saber o real motivo da sua ida.
  Ela se deslumbra com o mundo de Pluvia, onde as adolescentes têm mestres que lhes ensinam tudo, de luta até magia.

  “Aqui em Pluvia, permanecemos em nossos vilarejos até os quinze anos. Algumas crianças, no dia do seu 15º aniversário, recebem a visita de um mestre e então passam a ser tutelados por ele durante todo o treinamento em Penafort. Quando um aprendiz vem pra cá, ele aprende tudo o que é necessário para o seu futuro –completou Caton em tom profissional.” Pág. 57

   Ana logo faz amigos e começa a fazer treinamento, tendo como mestre outro aprendiz, Aléxi, que é ótimo com vários tipos de armas. O problema é que Aléxi não confia em Ana e torna o treinamento praticamente um tormento para ela.

“Enquanto retirava-se do Alto Salão com Collet a seu lado, Ana sentiu um nó se formar no estômago. Ela passaria pelo mesmo treinamento que os outros e nem ao menos sabia o motivo. Algo muito terrível estava assustando os pluvianos, ela podia sentir. E saber que sua ajuda poderia ser a única chance deles fazia crescer uma desconfortável sensação de insegurança.
  -Ana –a menina se sobressaltou ao escutar Yedda lhe chamando e parou para olhá-la –, às vezes nos achamos em situações complicadas e até embaraçosas, mas nunca deixe de acreditar em sua capacidade, porque, eu posso sentir, ela é enorme.” Pág. 63


  A estória se desenvolvem em meio à segredos, como o fato de ninguém saber exatamente porque Ana foi levada até Pluvia e o que teria acontecido anos antes que fez com que os pluvianos não confiassem em humanos.

  Pluvia me surpreendeu muito, eu já esperava que o livro fosse bom, pois só li coisas boas a respeito dele, mas ele me prendeu do início ao fim e eu simplesmente não queria largá-lo pois queria descobrir o mais rápido possível o que iria acontecer na história.
  O livro é narrado em terceira pessoa e a Erica consegui passar direitinho o que a Ana estava sentindo, isso me fez amar o livro mais ainda.
  Gostei bastante dos personagens cada um tinha seus próprios mistérios, me fazendo querer desvendá-los o quanto antes. Sem falar que eu não conseguia descobrir quem era bom e que era mau, dando um toque de surpresa quando os segredos eram revelados.
  Erica é uma autora super promissora e eu mal consigo esperar pelo próximo livro da série!

Sobre a autora:

Erica Azevedo  Erica Azevedo nasceu na capital paulista, entre ruas abarrotadas e o ar poeirento do fim de tarde. Descobriu a literatura fantástica com a série “Harry Potter” e graças a ela se tornou uma aficionada por livros dos mais variados gêneros e autores. Ainda no ensino fundamental, escreveu um roteiro baseado na ditadura militar, o que a aproximou ainda mais da escrita. Mas foi observando a chuva borrar a janela da sala na casa onde morava com os pais e, depois de anos vivendo no mundo dos livros, que a ideia de uma realidade totalmente nova lhe veio à mente. Em meio a idas e vindas começou a contar a história de Ana e sua saga por Pluvia e pelos mundos de Lucien. Atualmente dedica-se a graduação de Ciências Políticas.

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sábado, 20 de julho de 2013

Resenha: Minha Vida Fora de Série – 1ª Temporada

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Título: Minha Vida Fora de Série – 1ª Temporada
Autora: Paula Pimenta
ISBN: 978-85-8062-005-4
Páginas: 408
Editora: Gutemberg
Lançamento: 2011

Sinopse:
“Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. Como começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, Priscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. Mas será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar e sim as pessoas que vivem nele. E que, além da nova cidade, há algo mais importante a se conhecer: ela mesma. Quem gosta da coleção “Fazendo meu filme” não pode perder o livro de estreia dessa nova série de Paula Pimenta. Situado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes da história de "Fazendo meu filme” começar. Não perca a 1ª temporada da vida fora de série de Priscila!”

  Priscila acaba de se mudar para BH e não aceita isso, tanto que o seu pedido ao assoprar as velas do 13º aniversário foi poder voltar para São Paulo.  Isso gera muitas discussões com sua mãe, que já estava triste porque além do divórcio também teve que se separar do filho mais velho, Arthur, porque ele faz faculdade lá em São Paulo.
  Seu pedido não é realizado, mas ela logo se esquece disso quando é apresentada ao mundo das séries de TV e se apaixona!
  E também logo depois acaba fazendo novas amigas , que conhece através da prima Marina, e também acaba ficando a fim de Marcelo, o garoto lindo que conheceu no clube que ela e as amigas frequentam.
  Mas logo ela acaba se desiludindo com o Marcelo, ao perceber que ele não era bem o que ela pensava.

  Ao começar as aulas ela logo chama a atenção, por seu jeito desinibido e divertido de ser, ainda mais depois que a sua professora de Geografia, Glória, faz uma entrevista com ela na frente da sala (coisa que ela faz com todos os alunos novatos).

  “Custei a cair no sono. Antes, lembrei-me do ano anterior e pensei em como tudo tinha sido diferente… Normalmente eu adorava a volta às aulas, mas agora tudo o que eu estava sentindo era uma enorme e angustiante ansiedade para saber se eu iria gostar do meu novo colégio. E, especialmente, se os meus futuros colegas iam gostar de mim.” Pág.96


  Logo ela faz novos amigos como o Leo, um menino brincalhão e muito engraçado e o Rodrigo, um garoto tímido e fofo que chama a atenção da Priscila bem de cara, principalmente por causa de sua semelhança com Marcelo.

  Tenho que admitir que no início eu fiquei com um pé atrás com esse livro. Li os livros do Fazendo o Meu Filme e não sabia se Minha Vida Fora de Série ia chegar aos pés dele. Mas logo eu vi que o os dois eram bons de mesma maneira.
  Eu não conhecia muito da Priscila, então não tinha uma opinião formada sobre ela. Mas ela me surpreendeu muito. No início parecia ser uma menina mimada que só sabia ficar reclamando de ter se mudado, sem nem ligar pro que a mãe estava sentindo, mas essa minha primeira impressão sumiu logo no segundo capítulo.
  Ela se mostra uma menina bem madura para sua idade e bem simples também. Ela adora séries, animais e pratica muitos esportes!
  Simplesmente adorei o relacionamento dela com a família. Ela e sua mãe são muito amigas, sendo que a mãe da Pri até da conselhos de conquista. O pai é muito preocupado com a filha e muito brincalhão. Já o Arthur, seu irmão mais velho, é um ótimo cara e mesmo com as brigas deles (coisas de irmãos) consegue ser bem divertido, mas fica totalmente apagado por sua namorada a Samantha (ou Sam), que é muito legal e dá ótimos conselhos. Ela me fez rir bastante com sua maneira de falar e com os vários apelidos que ela dá pra Priscila.
  Agora vamos falar do Rodrigo! Um garoto super fofo, que adora animais e escreve poemas! Quando eu li Fazendo Meu Filme, nem prestei muita atenção nele, para mim ele não passava de melhor amigo do Leo, mas eu consegui ficar completamente apaixonada por ele.
  A Paula Pimenta, como sempre, arrasou na escrita do livro. Fez com que eu me apaixonasse pelos novos personagens e amasse ainda mais aqueles que eu já conhecia. Sem falar nos quotes de séries, embora eu não veja a maioria das que ela fala, reconheci todos os de FRIENDS e,  posso dizer que todas essas frases combinam perfeitamente com os capítulos a que pertencem.
  Nessa resenha eu não dei muito destaque para o Leo e a Fani, pois ainda tenho a resenha de três Fazendo Meu Filme para fazer e ainda vou falar muuuuito deles aqui no blog. Só digo que eu amo o Leo, mas o Rodrigo também conseguiu me conquistar completamente, se a Paula continuar criando personagens perfeitos assim acho que vou querer entrar nos livros dela!

Sobre a autora:

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Nome: Paula Pimenta
Nascimento: Nasceu em Belo Horizonte –MG.
Bibliografia: Escreveu o livro de poemas “Confissão” em 2001, mas ficou realmente conhecida quando lanço o livro “Fazendo Meu Filme 1”; em 2009 lançou a continuação “Fazendo Meu Filme 2”; em 2010 “Fazendo Meu Filme 3”; em 2012 a série acaba com “Fazendo Meu Filme 4”. Em 2011 lançou o primeiro livro da nova série “Minha Vida Fora de Série”. E em 2012 lançou o livro “Apaixonada por Palavras”.
Vida: Se formou em Publicidade na PUC Minas. Estudou também Música na UEMG, deu aulas de violão e técnica vocal por vários anos e é compositora.

OBS: Informações sobre a autora retiradas do site oficial Paula Pimenta.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Resenha: A Grande Rainha

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Título: A Grande Rainha
Autor:
Sérgio Roberto de Paulo
ISBN: 978-85-7679-841-5
Páginas: 368
Editora: Novo Século
Lançamento: 2012

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Sinopse:
 
“
No planeta de Micropella reside uma menina simples e humilde, Aara, que foi aclamada como a Grande Rainha de Brenor, graças ao seu espírito puro.
Era o ano de 1074 quando Mitrax, o principal líder dos anjos, decide se apoderar dos cristais de diferentes poderes espalhados entre os reinos. Ele envia os seus exércitos na captura desses objetos, liderados pelo príncipe gigante Tipreus e pela maga degenerada Meissa. Para enfrentá-los, Aara conta com a amizade do mago Aldebaran, professor da Ordem de Lumerae, e de seu escudeiro, o hilário Gdu.
  Neste primeiro livro da série A saga de Mitrax, que se situa na Era dos Grandes Reis e Rainhas, monstros, magos imortais são alguns dos grandes desafios. E a personalidade complexa dos elfos, ondinas, salamandras, entre outros, é explorada a fundo, afirmando-se como uma trama rica, de grande diferencial da literatura fantástica.”

  Aara é uma garota bem simples que vivia com seu padrasto em Vila. Ela dividia seu tempo entre trabalhar na estalagem da tia, colher ervas medicinais para curar os doentes e cuidar de seu padrasto.
  Tudo mudou quando o exército de Mitrax tenta invadir a Vila, Aara consegue impedir e atravessa a zona proibida da Floresta Velha, passando por grandes perigos, para tentar chegar ao castelo de Belária. Acaba encontrando com os filhos do rei Elendar, Theobaldo e Lianor, para logo depois serem capturados pelo rei dos gnomos, Gdu. Mas logo foram soltos depois que Aara salva todos eles de um ataque, fazendo com que Gdu acredite que ela possa ser a Terceira Grande Rainha.
  Aara a partir daí passa por muitas provas. O dever dos Grandes Reis e Rainhas é impedir que Mitrax consiga o controle de Brenor e envenene as pessoas com suas falsas promessas de felicidade falsa. Para isso ela conta com a ajuda de Gdu, seu fiel escudeiro e de Aldebaran, o mago que lhe passa os Doze Ensinamentos.

  “-Mas saibas que algo pode ser claro e escuro ao mesmo tempo. Suave e rústico, raso e profundo… É necessário, Aara, que nos aceitemos como somos, não negando nenhuma parte. É necessário que nos assumamos como somos, reconhecendo mesmo nossas partes menos dignas. Só assim conseguiremos retirar-lhe sua terrível força. É necessário que sejamos senhores de todos os nossos eus, longe de negligenciá-los, mas ouvindo-os. Somente assim conseguiremos superar os sofrimentos.” Pág. 214

  A Grande Rainha é um livro muito interessante, me lembra muito O Senhor dos Anéis com suas várias espécies de seres: gnomos, gigantes, dragões, trolls e etc.
  Aara é uma pessoa muito boa e o título de Grande Rainha não poderia ser para alguém melhor.
   Aldebaran é um mago muito inteligente e misterioso.
  Gdu é um gnomo muito divertido e adora contar umas estórias bem fantásticas.
  A protagonista passa por várias e incríveis aventuras por todo o livro, ao mesmo tempo em que tem que aprender os Ensinamentos que Aldebaran lhe passa.
  O livro é ótimo com seus lugares mágicos e personagens mágicos e divertidos!

 

SergioRobertoDePaulo

Sobre o autor:
  Possui graduação e doutorado em Física pela Universidade Estadual de Campinas-Unicamp. É professor associado da Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Ensino de Ciências e na Teoria da Complexidade, atuando principalmente nos seguintes temas: termocronologia, radônio e filhos, formação de professores e física do meio ambiente. Vive em Cuiabá, Mato Grosso, com a esposa e as duas filhas.
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terça-feira, 9 de julho de 2013

Filme: Cartas para Julieta

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Sinopse:
  “Sophie (Amanda Seyfried) é uma aspirante a escritora que viaja para a Itália ao lado do noivo Victor (Gael García Bernal), que sonha em ter seu próprio restaurante. Em Verona, onde se passou a história de Romeu e Julieta, local perfeito para uma lua de mel antecipada, Sophie acaba percebendo que seu noivo está mais interessado nos fornecedores para seu restaurante do que nela. Na cidade descobre uma antiga carta de amor e junta-se a um grupo de voluntárias que responde estas missivas amorosas. Para sua surpresa, a remetente Claire Smith (Vanessa Redgrave) ouve o conselho dado na resposta e vai procurar Lorenzo, por quem se apaixonou na juventude. Mas existem muitos italianos com o mesmo nome e Sophie demonstra interesse em ajudá-la na tarefa, desagradando o neto Charlie (Christopher Egan), que já tinha reprovado essa louca aventura da avó viúva.”

  Sophie trabalha em um jornal, checando a veracidade dos fatos históricos. Mas seu sonho é ser uma escritora. Ela está noiva de Victor, que é chef de cozinha e está abrindo um restaurante.
  Os dois resolvem viajar para Verona, em uma viagem lua de mel antecipada, esperando passar todo o tempo juntos.
  Mas chegando lá Victor só pensa em fazer prova de alimentos para o restaurante e Sophie acaba ficando sozinha.
  Quando ela visita a casa de Julieta, encontra várias mulheres escrevendo cartas para ela, falando de seus problemas amorosos. Curiosa, Sophie resolve esperar para descobrir o que acontecia com as cartas.
  Ela descobre o grupo das Secretárias de Julieta, mulheres que respondem às cartas deixadas. Já que estava sem fazer nada, Sophie se junta à elas e enquanto estava recolhendo as cartas, acaba encontrando uma escondida que foi escrita há 50 anos.
  A carta era de Claire que decidido não fugir com seu amado Lorenzo, pois sua família não concordava com a união dos dois. Ela foi embora para a Inglaterra e o deixou para trás. E se sentia muito mal, pois o amava muito.
  Depois de achar a carta de Claire, Sophie sente que deve respondê-la, mesmo que já tenham se passado muitos anos.
  Menos de uma semana depois, o neto de Claire, Charlie, vai à procura de Sophie para reclamar sobre a carta, pois na carta dizia que ela devia ir atrás de
Lorenzo e ele achava um absurdo a ideia de fazer a avó procurar um homem que ela não via há 50 anos.
  Claire está mais do que decidida a procurar Lorenzo e Charlie a acompanha. Sophie oferece sua ajuda na procura, pois Victor foi em um leilão de vinhos e ia ficar viajando por um tempo.
  A partir daí começa a aventura deles, Sophie começa a escrever sobre a história de Claire. Eles viajam pelos campos italianos procurando pelo Lorenzo, o único problema era que haviam muitos Lorenzos naquelas terras. E eles teriam que ir atrás de cada um deles para ver se era aquele que Claire procurava.

  Eu impliquei com o filme no início só por causa do Victor, um cara que só pensa no seu restaurante e nem se preocupa em ouvir a noiva. Sinceramente não entendia por que a Sophie continuava com ele.
  Mas a estória melhora a partir do momento em que Sophie encontra a carta de Claire e Victor vai para o leilão de vinhos.
  Claire é uma senhora muito legal, e chama a atenção de muitos homens de sua idade. Ela se encanta com Sophie logo de cara e, contrariando a vontade do neto, a deixa acompanhá-los na viajem.
  Charlie é meio mau-humorado no início, pois acha que a viajem é uma ideia muito louca. Mas logo depois descobrimos um homem sensível, que só está preocupado com a avó e não quer que ela se saia magoada.
  Apesar do início não ser o dos melhores, por causa do Victor, a estória vai se desenrolando de uma maneira incrível e acabei me apaixonando por ela. Me vi torcendo para que Claire encontrasse o Lorenzo.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Resenha: Silêncio

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Título: Silêncio
Autora: Becca Fitzpatrick
ISBN: 978-85-8057-131-8
Páginas: 301
Editora: Intrínseca
Lançamento: Janeiro, 2012

Sinopse:
  “Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe. Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momentos mais improváveis e parece conversar com ela. Alucinações, visões de anjos, criaturas sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua antiga vida. A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas… e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto a seu lado confirma isso, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo.”
Esta resenha NÃO possui spoiler dos livros anteriores.

  Depois de ter ficado três meses desaparecida, Nora finalmente retorna. Ela é encontrada no cemitério de Coldwater, sem se lembrar de nada do que aconteceu nos últimos cinco meses.

  “-Estão procurando você desde junho.
  -Junho? –repeti, e o pânico ameaçou voltar com força total. –Do que você está falando? Estamos em abril.
 
E quem está me procurando? Hank Millar? Por quê?
  -Abril? –Ele me olhou de um jeito estranho. –Garota, estamos em Setembro.” Pág. 19

  Ao voltar para casa se depara com uma novidade nada agradável. Sua mãe está namorando ninguém menos do que Hank Millar, pai de sua inimiga desde a infância Marcie.
  Nora não confia em Hank e não aceita o namoro dos dois de jeito nenhum. Não entende como a mãe pôde se apaixonar pelo pai de Marcie, já que as duas viviam falando mal dela e de sua família.
  Para tentar descobrir o que andou fazendo em todos os cinco meses de que não se lembra, ela resolve procurar Vee, sua melhor amiga,que seria incapaz de esconder qualquer coisa. Mas acaba descobrindo que estava muito enganada, Vee escondia algumas coisas dela por achar que estava fazendo o melhor para sua amiga.
  Para piorar Marcie tenta se fazer passar por amiga de Nora, diz que elas se aproximaram por causa de um namorado de verão dela, que também era amigo de Nora. Mas é claro que esta não acreditou, ela seria incapaz de se tornar amiga de Marcie. E não entendia o por que de sua aproximação.
  Nora ainda tinha estranhas visões e lembranças com a cor preta, o que ela não entendia direito.

  “Ter visões envolvendo a cor preta era uma coisa, manter um relacionamento com ela era outro nível de loucura. Eu tinha de parar de me assombrar desse jeito. Se continuasse, começaria a duvidar da minha sanidade, de verdade.” Pág. 55

  E ainda havia o estranho Jev, um homem misterioso que a salvou de um grupo de homens que a estavam ameaçando. Jev desperta alguma coisa em Nora, ela sente uma atração muito forte por ele e nem sabe de onde o conhece. Ele insiste que para o bem dela era melhor que ela não soubesse.

  “Eu havia pedido a verdade, mas me sentia mais confusa do que nunca. Como eu, uma aluna dedicada que só tirava notas máximas, havia conhecido alguém como ele? O que podíamos ter tido em comum? Ele era abominável… e era a alma mais torturada e encantadora que eu já havia conhecido. Agora mesmo, eu podia sentir uma guerra se iniciando dentro de mim. Ele não era como eu; longe disso, era rápido, sarcástico, perigoso. Talvez até um pouco assustador. Mas, desde o momento que ele saíra do Tahoe, meu coração não conseguia encontrar um ritmo estável. Em sua presença, todas as terminações nervosas do meu corpo pareciam estar ligadas a fios elétricos.” Pág. 96

  Jev alerta Nora de que deve se manter distante dele e de tudo o que o cerca, ela deve deixar seu passado de lado e tentar começar uma vida nova a partir dali. Mas será que Nora conseguiria deixar tudo para trás?

  Esse terceiro livro da série Hush, Hush tem uma considerável melhora em relação à Crescendo.
  Nora está mais divertida agora que não está mais tão fissurada em Patch, afinal ela nem lembra dele!
  Voltamos a ver um pouco mais do Patch irônico e interessante do primeiro livro, de quem eu senti tanta falta.
  Também vemos um pouco mais de Scott, que deixou de ser o cara sinistro para se tornar uma pessoa bem legal e amiga, embora seja um pouco irresponsável.
  O livro é cheio de ação e mistério, enquanto Nora investiga seu passado acaba descobrindo muitas coisas e se metendo em encrencas sem tamanho.

Sobre a autora:Becca
  Becca Fitzpatrick cresceu lendo romances de espionagem à luz de uma lanterna, embaixo dos cobertores. Em certo momento, começou a sonhar em ser uma espiã sexy e perigosa. Com formação na área de saúde, logo abandonou tudo para se dedicar a escrever – atividade que pode ser tão sexy e perigosa quanto sua imaginação permitir. Se ela não estiver entre livros, provavelmente estará praticando corrida, garimpando sapatos nas prateleiras de liquidação ou assistindo a série de investigação na TV. Becca mora no Colorado, Estados Unidos. Seus dois primeiros romances, Sussurro e Crescendo, figuraram na lista de mais vendidos do The New York Times e nas principais listas brasileiras.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Resenha: Crescendo

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Título: Crescendo
Autora: Becca Fitzpatrick
ISBN: 978-85-8057-009-0
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Lançamento: Fevereiro, 2011

Sinopse:
  “Nora deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch (quem, título à parte, pode ser descrito como qualquer coisa, menos angelical), e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Marcie Millar. Sem contar que Nora é assombrada por imagens de seu pai e ela fica obcecada querendo descobrir o que realmente aconteceu com ele naquela noite em que ele partiu para Portland e nunca voltou para casa. Quanto mais Nora se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o por quê de ela estar em perigo com mais frequência do que as garotas normais. Já que Patch não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Nora em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Patch ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar?”
  Atenção nessa resenha contém spoilers do primeiro livro da série Hush, Hush: Sussurro.

  Nesse segundo livro da série “Hush, Hush”, Nora passa a lidar com novos problemas. Depois que Patch virou seu anjo da guarda o relacionamento deles se tornou mais complicado. Os arcanjos não concordam com o namoro e acham que isso só faz mal à Nora. Para os arcanjos, é necessário que Patch se afaste de Nora.
  Se os dois não tomarem cuidado Patch pode ser mandado para o inferno, por não seguir as regras dos arcanjos.

  “Anjo.
 
Levantei os olhos quando Patch disse meu apelido em meus pensamentos.
  Estar perto de você, da forma que for, é melhor que nada. Não vou perdê-la. Ele fez uma pausa e, pela primeira vez desde que o conheci, vi uma sombra de preocupação em seus olhos. Mas já caí uma vez. Se eu der aos arcanjos motivos para imaginara que estou remotamente apaixonado por você, eles vão me mandar para o inferno. Para sempre.” Pág. 43

  Como se isso já não bastasse, Nora começa a ter sonhos e alucinações com seu pai, que está morto, e tenta descobrir o que realmente aconteceu no dia de sua morte.

  “Virei-me fazendo uma careta para a vidraça do café ao me lado e foi nesse momento em que o vi sentado em um dos reservados, no interior. Estava de calça cáqui, camisa azul e blazer de linho marfim. O cabelo louro e ondulado agora estava mais longo, preso em um rabo de cavalo. Lia o jornal.
Meu pai.” Pág. 68


  Seu amigo de infância Scott Parnell, que trouxe consigo muitos mistérios sobre seu passado e que não estava muito a fim de compartilhar.

  “-Você deveria ter estado aqui ontem à noite. O jantar foi bizarro. A mãe de Scott começou a nos contar sobre seu passado turbulento, mas Scott a interrompeu. Não foi só isso, mas quase pareceu que ela a ameaçava. Então ele pediu licença para usar o banheiro, mas acabou escutando nossa conversa do corredor. –E depois ele falou com a mãe pelo pensamento. Talvez.
  -Parece que ele está tentando manter sua vida particular um assunto particular. Talvez tenhamos que fazer algo para mudar isso.” Pág. 65


  Marcie Millar, sua inimiga desde pequena, resolveu que atormentar Nora era pouco, então passou a demonstrar interesse por Patch. E parece que ele também tem algum interesse em Marcie.
 

  A primeira metade desse livro é um pouco chata. Nora fica irritante se perguntando o que ela fez de errado para que Patch se afastasse dela. Sem falar que a Marcie aparece muito, sempre com seu jeito insuportável tentando atingir Nora de qualquer maneira.
  Nora fica sempre se metendo em encrenca em uma tentativa de chamar a atenção de Patch. Deixando de ser a garota forte e corajosa, e se tornando uma pessoa totalmente obcecada por ele. Ela também fica bem atormentada tentando descobrir de qualquer maneira o que aconteceu com seu pai e quem o matou.
  Patch quase não aparece e, quando está lá, não parece ser mais o cara do primeiro livro. Ele continua a ser totalmente irresistível, mas nesse livro está sempre sério e preocupado.
  Na segunda parte do livro a estória se torna mais rápida e melhora muito. Não vou explicar mais para não soltar nenhum spoiler. Só posso dizer que mesmo o início seja meio parado, o livro ao todo vale a pena ler. E, quando terminei fiquei louca para ler a continuação.

Sobre a autora:Becca
  Becca Fitzpatrick cresceu lendo romances de espionagem à luz de uma lanterna, embaixo dos cobertores. Em certo momento, começou a sonhar em ser uma espiã sexy e perigosa. Com formação na área de saúde, logo abandonou tudo para se dedicar a escrever – atividade que pode ser tão sexy e perigosa quanto sua imaginação permitir. Se ela não estiver entre livros, provavelmente estará praticando corrida, garimpando sapatos nas prateleiras de liquidação ou assistindo a série de investigação na TV. Becca mora no Colorado, Estados Unidos, e Sussurro é sua estreia literária.


 

sábado, 29 de junho de 2013

Resenha: Sussurro

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Título: Sussurro
Autora: Becca Fitzpatrick
ISBN: 978-85-98078-78-6
Páginas: 264
Editora: Intrínseca
Lançamento: Junho, 2010

Sinopse:
 
“
Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
  Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais que ela do que seus amigos mais íntimos.
  Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.”

  Nora Grey era uma garota normal, pelo menos o mais normal possível depois de ter o pai assassinado. Tudo muda quando seu professor de biologia resolve trocar e mudar as duplas nas aulas, mandando Vee para longe dela e fazendo ela se sentar com Patch.
  O professor passou um trabalho em que cada um tinha que descobrir alguma coisa sobre o seu novo parceiro e escrever. Mas Patch é um cara misterioso, que passou o ano inteiro sem falar com ninguém e por mais que Nora quisesse descobrir coisas sobre ele, ele continuava se mantendo impenetrável. Junto com o medo que ela tinha dele, também vinha uma estranha atração que ela não conseguia entender.
  Patch tira Nora do sério, sempre com uma carta na manga quando ela não espera. Fica a provocando o tempo todo e parece conhecer ela até bem demais.

  “-Você dorme nua? –perguntou.
  Meu queixo caiu, mas eu o mantive no lugar.
  -Você está longe de ser a pessoa a quem eu contaria isso.” Pág. 15

  “-Você está atrapalhando o jogo –disse Patch, ainda sorridente.
  Olhei nos olhos dele e não consegui deixar de retribuir o sorriso – por pouco tempo.
  -Tomara que não esteja ajudando você. Qual é o seu maior sonho?
  Estava orgulhosa dessa pergunta porque sabia que ia desafiá-lo; exigiria que ele pensasse.
   -Beijar você.
 
-Não tem graça –falei, olhando-o nos olhos, grata por não ter gaguejado.
  -Não, mas você ficou vermelha.” Pág. 23

  Desde de que foi obrigada a se sentar com Patch, Nora tem a sensação de que o encontra em todo lugar que ela vai. Sem falar nas coisas esquisitas que começam a acontecer…

  “No caminho para casa, permiti que meus pensamentos fizessem uma breve viagem até Patch. Vee estava certa: alguma coisa nele era extremamente atraente. E extremamente assustadora. Quanto mais pensava, mais me convencia de que havia algo nele… de errado. O fato de que ele gostava de me contrariar não era exatamente uma novidade, mas havia diferença entre implicar comigo na aula e talvez se dar o trabalho de me seguir até a biblioteca para levar a implicância adiante. Pouca gente faria isso… a não ser que tivesse bons motivos.” Pág. 38

  Alguém a estava seguindo e ela não sabia quem era, mas tinha muitos motivos para desconfiar de seu colega!

  Vamos dizer que comecei a ler esse livro só porque estava louca de curiosidade de conhecer o incrível Patch, de quem todos falavam tanto. E realmente achei ele incrível! Não sou muito fã de bad boys, mas Patch conseguiu me conquistar completamente. Com seu ar misterioso e ao mesmo tempo sexy e provocante.
  Nora é uma garota introvertida, mas gostei dela. Ela tem personalidade, ao contrário de muitas personagens principais que vi por aí. Sem falar que por mais que se sinta atraída por Patch, ela não deixa todo o passado obscuro dele de lado nem por um momento. E sim, desconfia dele o tempo todo.
  Vee é uma ótima amiga, que está sempre lá para ajudar mesmo que não entenda algumas das atitudes de Nora.
  A autora escreveu o livro muito bem, e ele está repleto de ação, romance e mistério. Isso me fez acabar o livro bem rápido e desejar ler sua continuação o quanto antes!

Sobre a autora:Becca
  Becca Fitzpatrick cresceu lendo romances de espionagem à luz de uma lanterna, embaixo dos cobertores. Em certo momento, começou a sonhar em ser uma espiã sexy e perigosa. Com formação na área de saúde, logo abandonou tudo para se dedicar a escrever – atividade que pode ser tão sexy e perigosa quanto sua imaginação permitir. Se ela não estiver entre livros, provavelmente estará praticando corrida, garimpando sapatos nas prateleiras de liquidação ou assistindo a série de investigação na TV. Becca mora no Colorado, Estados Unidos, e Sussurro é sua estreia literária.

 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resenha Premiada: Garota, Interrompida

Título: Garota, Interrompida
Autora: Susanna Kaysen
ISBN: 978-85-7312-862-8
Páginas: 192

Editora: Única
Lançamento: Junho, 2013

Sinopse:
 
“
Não saber o que quer ser não é uma opção.
 
Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas.
 
Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade, Garota, interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante.”

  Susanna conta, nesse livro, como foi a experiência de ter passado 2 anos no hospital psiquiátrico McLean.
  Ela foi internada por ser depressiva, por ter tentado cometer suicídio, por ter uma vida desestruturada e por ser promíscua.

  “MOTIVO DA INDICAÇÃO: Recomendação de 3 anos no McLean.
Profundamente deprimida, tendências suicidas vida em processo de desestruturação, promíscua, pode se matar ou engravidar.” Pág. 16


 
Além disso, ela não queria fazer faculdade, isso a fazia diferente de todos os adolescentes de sua época. Ela adorava ler e escrever, mas, quando se tratava da escola, ela não se esforçava o bastante.
  Ela também teve muitos relacionamentos, entre eles com seu professor de Inglês, o que só piorava sua situação.

  “Fui a primeira pessoa na história da escola a não entrar para a universidade. É claro que pelo menos um terço dos meus colegas de turma não terminou a faculdade. Em 1968, os estudantes viviam largando os estudos.” Pág. 174

  “Eu não tinha uma autoimagem instável. Eu me via, e muito corretamente, como incapacitada para o sistema educacional e social.
  Meus pais e professores, contudo, não compartilhavam essa minha autoimagem. A imagem que eles tinha de mim era instável, pois não coincidia com a realidade e se baseava nas necessidades e nos desejos deles. Não davam muito valor às minhas capacidades, que eram poucas – convenhamos –, mas verdadeiras. Eu lia de tudo, escrevia sem parar e tinha pencas de namorados.

  Susanna é uma pessoa bem lúcida e também muito inteligente, o que nos faz pensar se havia mesmo a necessidade de uma internação. E nos faz refletir o que nos diferencia daquelas pessoas que estão internadas em hospitais psiquiátricos.

  “As pessoas me perguntam: como você foi parar lá? O que querem saber, na verdade, é se existe alguma possibilidade de também acabarem lá. Não sei responder à verdadeira pergunta. Só que posso dizer: é fácil.” Pág. 11

    “No entanto, devo admitir que sabia que não estava louca.” Pág. 52

  Em meio a todas essas reflexões conhecemos também algumas amigas de Susanna: Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Todas com seus próprios problemas, e todas tendo de encarar aquela realidade à seu modo. Elas são realmente Garotas Interrompidas.

  “Dessa vez, li o título da pintura: Garota interrompida em sua música.
  Interrompida em sua música: tal qual acontecera com a minha vida, interrompida durante a música dos 17 anos, tal qual a vida dela, roubada e presa a uma tela; um momento congelado no tempo mais importante que todos os outros momentos, quaisquer que fossem ou que viessem a ser. Quem pode se recuperar disso?” Pág. 187

   Garota, Interrompida é um livro diferente. Ele encanta. A narrativa da autora é ótima, parece que ela está conversando com que lê (pelo menos eu senti isso!).
 
E a capa é linda, a editora Única acertou em cheio. Rosa, com o nome destacado e com algumas frases do livro em relevo. A diagramação também está ótima.

 

  E para comemorar a parceria com a Editora, vamos fazer uma promoção do livro!

                            

 


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Resenha: As Últimas Lembranças

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Título: As Últimas Lembranças
Autores: J.S. de Moraes e N.M. Brudeki
ISBN: 978-85-6634-000-6
Editora: Highlands
Páginas: 559
Skoob

Sinopse:
  “Não se engane o leitor se, ao ler os primeiros capítulos, pensar que se trata de um tema religioso. Na verdade, o livro explora uma alternativa para a historia Cristã relacionada com a traição de Judas, ao mesmo tempo em que apresenta ao leitor um mundo de negociatas e conluios que resultam em crimes e perversões dentro da maior religião do mundo. Debatendo-se entre os conflitos morais e temporais está o frade Ângelo Gabriel (o Mensageiro) que, mesmo estando no centro do cristianismo, logo percebe que tudo aquilo que leu na historia se trata apenas de uma mentira tosca e manipulada por aqueles que detêm o poder dentro da religião. Embora, inicialmente, sequer suspeite dos planos de certos clérigos e aja apenas com boas intenções, as tentativas de mudar o presente através do passado o colocam em meio a uma sequência de crimes sórdidos e horrendos (assassinatos e estupros). Sua base religiosa estremece bem diante dos seus olhos e perguntas brotam em sua mente já perturbada pelo estresse da perda de amigos muito próximos. Os conceitos morais não são o suficiente para explicar o que seus olhos veem. Muito pelo contrário, ao invés de esclarecer, o levam a becos sem saída. Ângelo precisa manter o coração aberto, confiar em seus próprios instintos e ter a esperança de que, ainda, pode ser encontrado o melhor do ser humano. É o único modo de cumprir suas missões: a primeira, recebida pelo Mestre, e a segunda, em desvendar quem é o ardiloso idealizador e autor por trás dos eventos criminosos ocorridos no passado e no presente.”

  O livro fala sobre o frade Ângelo (ou o Mensageiro), um homem bom que vive no Vaticano com seu inseparável amigo, um cachorro muito fofo que tem problemas de saúde.
  Ângelo faz viagens ao passado, voltando para quando Jesus Cristo ainda era vivo. Eles se conhecem e até se tornam amigos.
 
O problema é que suas viagens ao passado acabam mudando algumas coisas no presente. Ele pede para parar de fazer as viagens, mas alguém com o nome de Conselheiro diz que ele deve continuar, não importa o que aconteça.
  Sem entender o porquê, Ângelo continua fazendo as viagens. E cada vez fica mais intrigado, pois descobre que tudo o que aconteceu não é exatamente do jeito que todos pensamos.
  Em meio a tudo isso, acabam acontecendo crimes hediondos à sua volta, que ele não consegue entender.
  Ele acaba percebendo que o Vaticano não está livre de todo o mal, corrupção e toda a luta pelo poder que circunda nosso mundo.

  O livro tem algumas situações muito engraçadas, imagine só você ir ao passado e começar a falar com alguém utilizando um monte de gírias! Dei muitas gargalhadas graças à situações como essas.
  Mas ao mesmo tempo têm situações muito tensas que me deixaram gelada até os ossos e me fizeram querer largar o livro.
  Para quem é fã de thrillers esse é um ótimo livro.
  Sem falar de fato de ele ser brasileiro! Ultimamente eu tenho ficado cada vez mais orgulhosa dos livros nacionais, e espero que a literatura nacional continue crescendo cada vez mais!

Esse livro faz parte do Book Tour realizado pelo blog Interessante!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Resenha: A Seleção

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  Sinopse:
  “Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
 
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
 
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.”

    O país de Illéa é dividido em 8 castas. Sendo a casta Um, onde vivem os nobres e a casta Oito, onde vivem aqueles que são muito pobres.
  America é uma Cinco, o que significa que ela está a apenas 3 castas de distância a pobreza total. Isso quer dizer que ela e sua família têm que trabalhar para poder ter comida para todos em  casa, e mesmo assim parece pouco. Alguns meses eles chegavam a passar fome.
  Tudo muda quando a carta de convocação para A Seleção chega, isso é uma chance dela sair dessa situação. Se ela se tornasse esposa do príncipe Maxon, ela e toda sua família passariam a viver na casta Um.
  Mas isso não é o que America quer. Ela ama Aspen, um garoto da casta Seis, e não abriria mão dele só para se casar com um príncipe que ela acha fútil e por quem não sente a mínima atração.

  “Aspen era um Seis. Eles trabalhavam como ajudantes e estavam apenas um degrau acima dos Sete, porque tinham uma educação melhor e aprendiam a trabalhar em ambientes fechados. Aspen era mais inteligente do que qualquer pessoa que eu conhecia e era muito bonito, mas dificilmente uma mulher se casava com alguém de uma casta mais baixa. Um homem de casta inferior podia até pedir a sua mão, mas raramente recebia um ‘sim’ como resposta. E, quando pessoas de castas diferentes se casavam, tinham que preencher um monte de papelada e esperar uns noventa dias para poder tomar as outras legais necessárias. Já ouvi mais de uma pessoa dizer que essa burocracia pretendia dar ao casal a chance de mudar de ideia.” Pág.22

“Só que Maxon ficava travado demais naquela cadeira. Parecia tenso. Seus cabelos brilhantes era perfeitos demais, seu terno sob medida estava engomado demais. Era mais uma pintura do que uma pessoa. Cheguei a ter pena da garota que ficasse com ele. Aquela devia ser a vida mais chata que alguém poderia imaginar.”Pág. 49

    Aspen pediu que America se inscrevesse na Seleção, pois queria que ela tivesse a chance de ter uma vida melhor, mesmo que ela não fosse uma das 35 garotas escolhidas.
  O que eles não esperavam é que ela realmente fosse escolhida e mesmo sem nenhuma vontade de ir, ela acaba aceitando. Ela tinha certeza de que não ia ficar muito tempo.

  “-Senhorita America Singer, de Carolina, Cinco.
  Voltei os olhos para a TV, no susto. Lá estava minha foto, tirada depois de ter descoberto que Aspen estava juntando dinheiro para casar comigo. Eu parecia radiante, esperançosa, linda. Dava para notar que eu estava apaixonada. E algum imbecil achou que era pelo príncipe Maxon.” Pág. 65-66

  O livro é bem leve e com o passar do tempo você não consegue mais parar de lê-lo. Por causa dele passei quase uma madrugada inteira lendo.
  Adorei a maneira com que a estória foi montada. America é bem legal, me identifiquei com ela, e gostei do fato dela não ter se intimidado com Maxon pelo fato dele ser um príncipe.
  Maxon foi o meu personagem favorito, ele não é nada fútil, como America pensou que ele fosse. Na verdade ele se preocupa com o povo que um dia vai governar, e realmente tem esperança de encontrar o amor de sua vida entre as 35 selecionadas. Ele é bem engraçado e adorei a maneira de como ele sempre parecia estar preocupado com as pessoas à sua volta.
  Aspen aprece pouco, ele trabalha muito para sustentar a mãe e seus irmão desde a morte do seu pai. Ele pode até ser um cara legal, que só quer que America seja feliz, mas ele realmente não me conquistou.
  Adorei o livro e agora estou louca para ler O Príncipe e A Elite.

Sobre a autora:68621365013739G
  Quando terminou o ensino médio, sua ambição era o teatro, e foi para Coastal Carolina University, se formando em Teatro Musical. Depois foi para Radford University e mudou para Música. Então Comunicação. Em seguida, História. Acabou estabelecendo-se em História, mas mudou-se para Blacksburg, casou teve filhos. Depois disso, tornou-se dona de casa para ficar em casa com os filhos.
  Em 2007, abalada por uma tragédia local, tentou um monte de coisas para se recompor, resultando em se sentar para escrever uma história onde o seu personagem teve que lidar com seus problemas. Escrever lhe ajudou a lidar com todas as coisas que estava sentindo. Acabou por não terminar essa história, porque começou a escrever The Siren. Depois de adquirido o hábito de escrever, teve muitas ideias, incluindo The Selection e um punhado de outras que estão esperando sua vez.
  Atualmente vive em Blacksburg, VA, com seu marido e filho
.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Resenha: Divergente

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Sinopse:
  “
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
 
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
 
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.”

  Toda a população de Chicago foi dividida em cinco facções – Abnegação, Audácia, Amizade, Franqueza e Erudição. As pessoas são mandadas para essas facções de acordo com suas inclinações.

  “-Há décadas, nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for a sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.” Pág. 48

  “Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade. Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição. Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza. Os que culpavam o egoísmo formaram a Abnegação. E os que culpavam a covardia formaram a Audácia.” Pág. 48-49

  Quando os adolescentes atingem os 16 anos, têm que passar por um teste de aptidão, esse teste diz a qual facção ele pertence.
  E é no meio dessa escolha que Beatrice Prior se encontra, ela pode escolher entre permanecer na Abnegação junto a seus pais, ou tentar viver em uma facção nova.
 
Essa é uma escolha muito difícil, pois depois que a escolha é feita o adolescente tem que passar pela iniciação, para provar que pertence mesmo à facção que escolheu. Se a pessoa não passar nessa iniciação, ela vira um sem-facção, que é a mesma coisa que não ser nada.

  Adorei o livro do início ao fim, ele é narrado por Beatrice (ou Tris) que passa por muitas provações depois de sua escolha e passa a ver o mundo a sua volta de um jeito diferente. Sua escolha faz que que ela amadureça um pouco.
   A maneira com que a Veronica escreve é muito boa, ela fez com que eu conseguisse mergulhar completamente na trama e entender tudo o que a Beatrice estava sentindo. Só senti falta de algumas explicações sobre o que aconteceu com o mundo, para ele todo se resumir às pessoas que estão em Chicago.
  A autora não tem pena de matar os personagens e isso fez meu coração doer em algumas partes do livro. Mas isso o torna melhor ainda, pois mostra que aquele mundo não é perfeito.
  Não li muitas distopias, mas Divergente é o meu preferido desse gênero.

Sobre a autora:

Veronica-Roth

  Veronica Roth é uma autora de sucesso internacional. Divergente, o primeiro título dessa trilogia, alcançou o primeiro lugar dos mais vendidos do New York Times. Atualmente, ela mora em Chicago, nos Estados Unidos, com seu marido.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Resenha: Cores de Outono

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Título do livro: Cores de Outono
Autor: Keila Gon
Editora: Novo S
éculo
ISBN: 978-85-7679-842-2
Primeiro capítulo de Cores de Outono.
Fan Page / Skoob / Blog do livro /
Livro no site da Novo Século

Sinopse:“O INESPERADO, O IMPOSSÍVEL, O DESTINO... Quem ama escolhe seus caminhos, vence o medo, ultrapassa a razão, duela com a dúvida entre o certo e o fácil para seguir seu coração. Melissa encontrou em um olhar as revelações de toda uma vida e longe da lógica escolheu o caminho confuso, mas surpreendente do amor. Ela chegou à pequena cidade da montanha com a responsabilidade de cuidar de Alice, sua irmã caçula, esperando uma vida simples. Mas se viu envolvida por Vincent, um estranho arrogante, dono de irresistíveis olhos turquesa que vai levá-la através da sombra e da luz para revelar surpresas inimagináveis de um Mundo Mágico perigoso e fascinante. A cada encontro este homem misterioso amedronta e encanta; desperta sentimentos e a faz duvidar de sua coragem. Mas, antes que Melissa seja arrebatada por esse amor, ela precisa enfrentar elfos, magos e intrigas em um mundo inóspito que testará seu coração. Cores, de outono é o primeiro volume de uma saga mágica que vai instigar emoções e paixões.”
  O livro fala sobre Melissa, uma mulher de 21 anos que, após perder a mãe e o padrasto em um acidente, passa a ser responsável por sua irmã, Alice. Então, ela resolve se mudar para a montanha, onde ela nasceu e passou sua infância, para viver com seu avô George.
  Lá ela reencontra seu amigo de infância, Arthur, que vivia implicando com ela, e ainda lhe roubou seu primeiro beijo. Desde então ela evitava sua companhia ao máximo, mas parece impossível, já que a família dele é amiga do avô George.
  Como se isso tudo já não fosse o bastante, ainda aparece um estranho e misterioso homem de olhos turquesa que sempre resolve aparecer de repente e que atrai Melissa de uma maneira que ela não está acostumada.
“Congelei para contemplar a perfeição e quando encontrei seus olhos turquesa, me perdi. Não consegui desviar. Era como estar hipnotizada, dominada por uma força maior. Com movimentos elegantes ele para a um metro de distância, ainda encarando. Não sei dizer quanto tempo ficamos assim, conectados, presos em uma bolha particular.” Pág. 47/48
  Adorei o livro do início ao fim, a Keila tem uma escrita incrível que nos prende de várias maneiras.
  Melissa é uma mulher ainda jovem, com uma grande responsabilidade nas mãos. Dá para perceber o grande amor e zelo que ela tem pela irmã. Ela é bem desastrada e tem um sério problema com o mau gênio, o que deixa a personagem muito engraçada.
  Alice é uma criança muito fofa e inteligente, não tem como não se encantar com ela através das descrições que a Melissa faz.
  George é um avô muito carinhoso, que se preocupa muito com as netas. É muito fofa a maneira com que a Melissa o chama de Opa (avô em alemão). Ele também é um péssimo cozinheiro.
“Ao cruzar o hall senti um aroma desagradável e ao mesmo tempo familiar pairando no ar. Espiei a cozinha e constatei o óbvio, George estava cozinhando.” Pág. 22
  Arthur é um cara muito legal e engraçado, está sempre preocupado com a Melissa e com seus desastres, embora sempre tenha uma piadinha para fazer sobre isso. Ele foi um dos meus personagens favoritos.
  Vincent o senhor olhos turquesa é um homem misterioso, assustador e ao mesmo tempo encantador, sua maneira de agir me fazia suspirar toda vez que tinha uma cena dele. Eles às vezes é um pouco mandão, mas a Melissa também não se rende o que torna tudo mais divertido.
“ O silêncio me fez levantar o rosto em busca de uma resposta e seus olhos sérios faiscaram nos meus. Azuis turbulentos como oceanos em tempestade. E se agitaram, medindo meu rosto até brilharem mais escuros, quase… violeta. Esse olhar arrepiou os pelos do meu braço.” Pág. 58
  Achei o livro perfeito, fazia muito tempo que um livro não me prendia assim como Cores de Outono fez, o que me deixa ainda mais ansiosa para o segundo volume Sombras da Primavera.
Sobre a autora:
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  Nasceu em São Paulo, capital. Filha de pais aventureiros viveu boa parte da infância em Minas Gerais onde desfrutou de amizades inesquecíveis e compartilhou com a irmã mais velha o contato com a natureza. Este ambiente repleto de mitos e liberdade sempre instigou sua imaginação. Aeronauta, cursou Administração com Comércio Exterior em Campinas, São Paulo, trabalhou em diferentes áreas comerciais, mudou algumas vezes e viajou o necessário para acumular experiências inspiradoras. Amante dos livros de romance e ficção, é apaixonada pelo mundo da fantasia. Atualmente, reside em São José dos Campos, SP, com o marido, a filha e um gato.